No sulca, faixa marcada como interlúdio sai do cálculo da média mas fica registrada. Já são 1.035 marcações em 42.218 notas. Os discos que mais dividem a plateia nisso.
Tem uma regra aqui que não existe em nenhum outro lugar: ao avaliar um disco, você pode marcar uma faixa como interlúdio. Ela sai do cálculo da média e continua registrada na sua avaliação. Não é pular. Não é ignorar. É dizer que aquilo ali não é uma música para receber nota, é passagem.
Já são 1.035 marcações de interlúdio em 42.218 notas de faixa, cerca de 2,5% de tudo.
COWBOY CARTER, da Beyoncé, tem 47 marcações de interlúdio, o segundo maior número do site. Quatro faixas concentram quase tudo, cada uma marcada por 10 pessoas:
São as faixas em que um convidado apresenta o programa de rádio imaginário do disco. Quem deu nota nelas deu média baixa: SMOKE HOUR II ficou em 2,8, THE LINDA MARTELL SHOW em 3,0. Sem a regra do interlúdio, um disco de 27 faixas perderia meio ponto de média por causa de quatro vinhetas que nem foram feitas para ser música.
Chromatica, da Lady Gaga, tem três faixas instrumentais numeradas: Chromatica I, II e III. São orquestrais, duram menos de um minuto e servem de porta entre os blocos do disco.
Oito pessoas avaliaram o disco aqui. Quatro marcaram as três como interlúdio. Quatro deram nota. Metade e metade, na mesma faixa. Quem deu nota foi generoso: Chromatica II tirou 4,4.
Isso é o melhor argumento a favor da regra. Não existe resposta certa sobre o que é interlúdio. Existe a sua resposta, registrada, e a média que sai dela.
Porque pular apaga. Se a faixa some, o disco vira outro disco, e ninguém sabe depois se você ouviu ou não. Marcada como interlúdio, ela aparece na sua avaliação, aparece no sulco, e a média do álbum sai só das faixas que você considerou música.
Enrolação, aliás, existe. Mas aí é outra coisa: é dar 1,0.
Da próxima vez que um disco tiver vinheta, decida você. Depois compartilhe o card. No Instagram, @sulca.app.