Sétimo álbum de Pabllo Vittar, 12 faixas em inglês e espanhol, com Villano Antillano, Urias, Mahmood e La Cruz. A tracklist completa e a discografia pela régua do sulca.
LOST IN LUST, sétimo disco de estúdio da Pabllo Vittar, sai em 1º de outubro, pela The Orchard. É o sucessor de Batidão Tropical Vol. 2 e o primeiro trabalho cantado inteiramente em inglês e espanhol.
O disco foi anunciado em julho, junto com ROCKSTAR, parceria com Villano Antillano, do rap de Porto Rico, que veio a São Paulo para gravar. Em agosto saiu BODY TYPE, com Urias. Antes do lançamento, o disco passou de 40 mil pré-salvamentos, o segundo maior número da carreira. A equipe de produção e composição foi formada só por profissionais LGBTQIA+, e o som mistura percussão latina com sintetizador e batida de pista, transitando entre funk e eletrônico.
É uma virada estratégica declarada: depois de dois volumes de Batidão Tropical, que eram uma carta de amor ao tecnobrega e ao Norte, o disco vai atrás do mercado de fora.
São 12 faixas, e o tema declarado é desejo, excesso, intimidade, prazer e obsessão, entre a fantasia e a pista.
1. FUTURE 2. BAD GOOD 3. ROCKSTAR (com Villano Antillano) 4. ATTENTION 5. FRIENDS WITH… 6. BETTER THAN A FEELING 7. BODY TYPE (com Urias) 8. POLIZIA (com Mahmood) 9. SKIN 10. ALONE 11. BIG BANG (com La Cruz) 12. CARNAVAL
As quatro participações dizem para onde o disco olha: Villano Antillano, de Porto Rico, Mahmood, da Itália, La Cruz, que participou das sessões de composição, e Urias, a única voz brasileira convidada. O disco fecha com CARNAVAL, e é difícil não ler isso como um aceno de volta para casa.
Urias, aliás, tem no sulca um dos discos brasileiros mais bem avaliados do ano passado: CARRANCA, com 13 avaliações e média 4,4.
ROCKSTAR e BODY TYPE saíram antes do disco e já foram avaliados como single no sulca. A distância entre os dois é o dado mais interessante desta semana:
Quase dois pontos separam as duas faixas do mesmo disco. São amostras pequenas, e podem virar com meia dúzia de notas novas. Mas se a diferença se mantiver no dia 1º, ela explica sozinha por que a média de um álbum tem de sair das faixas, uma por uma.
Sete discos de Pabllo Vittar já têm nota faixa a faixa aqui. A lista revela uma coisa que ranking de carreira costuma esconder:
A estreia, Vai Passar Mal, é o disco de menor média. É o disco mais citado quando alguém conta a história dessa carreira, e é o que menos aguenta a escuta faixa a faixa hoje. Com uma avaliação só, aliás, aquilo ainda não é média: é a opinião de uma pessoa esperando companhia.
Disco em outra língua muda o que o público brasileiro ouve. Se LOST IN LUST for bem avaliado aqui, ele será o primeiro disco de Pabllo Vittar em que a nota não pode ser explicada pela letra que todo mundo já sabia de cor.
O disco já está no catálogo, esperando as faixas. Siga Pabllo Vittar aqui e o sulca avisa quando LOST IN LUST sair. No dia, ouça inteiro, dê nota em cada faixa, e a média fecha sozinha.
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